Uma viagem despretensiosa pela minha intimidade. Registros esporádicos de quando a vontade de escrever me arrebata. Espaço para compartilhar o meu olhar com os que visitam este lugar.
quinta-feira, março 21, 2013
Lirismo anarquista
sexta-feira, fevereiro 01, 2013
Amor e outras alegrias
"Andei pensando certas coisas. O que é raro, dirão os irônicos. Ou 'o que foi?' - perguntariam os complacentes. Para esses últimos, quem sabe, escrevo. E repito: andei pensando sobre o amor, essa palavra sagrada. O que mais me deteve, do que pensei, era assim: a perda do amor é igual à perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro (a) - mas a morte é inevitável e, portanto normal. Quando você perde alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa- continua vivo (a), há então uma morte anormal. O NUNCA MAIS de não ter quem se ama, torna-se tão irremediável quanto não ter NUNCA MAIS quem morreu. E dói mais fundo - porque se poderia ter, já que está vivo (a). Mas não se tem, nem se terá, quando o fim do amor é: NEVER."terça-feira, outubro 16, 2012
A quatro asas
domingo, setembro 23, 2012
Trilhando sonhos
segunda-feira, junho 04, 2012
Os nomes que significam
segunda-feira, maio 28, 2012
quinta-feira, maio 24, 2012
Viagem ao centro de si mesmo (parte 1) ...
sábado, janeiro 14, 2012
A liberdade de brincar

"Um poeta contemporâneo disse que para cada homem existe uma imagem que faz o mundo inteiro desaparecer; para quantas pessoas essa imagem não surge de uma velha caixa de brinquedos?"
Depois disso, fiquei pensando que o momento de maior liberdade que temos é na infância. Quer sensação melhor do que ganhar a rua correndo de bicicleta, no meio da chuva. É maior do que a liberdade (burguesa) de ter um salário garantido e pagar todas as contas no final do mês. Quem não teve infância não pode ser feliz...
sábado, janeiro 07, 2012
Saga atrapalhada

sexta-feira, janeiro 06, 2012
Coca-cola é isso aí...

quinta-feira, dezembro 15, 2011
O excesso nosso de cada dia...

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sexta-feira, dezembro 02, 2011
Cenário artificial
ar.ti.fí.cio
sm (lat artificiu) 1 Meios com que se consegue fazer um artefato. Var: artimanha. 2 Produto da arte. 3 Expediente, dispositivo ou disposição hábeis ou engenhosos. 4 Habilidade, sagacidade. 5 Astúcia, ardil, disfarce. 6 Simulação, fingimento. 7 Obra pirotécnica.
Essa palavra veio à minha mente numa situação aparentemente contraditória: apreciando um pôr-de-sol, dos mais belos que já vi, em que água e céu se misturavam, diluindo o horizonte. Era a paisagem perfeita para uma pintura impressionista. Não que eu me atreva a dar uma de Monet, meu talento fica aquém disso. Onde eu estava? No maior lago ARTIFICIAL da América Latina, como uma honrosa placa indicava a Barragem de Sobradinho. Por trás daquela beleza (aparentemente natural), produzida pela engenhosidade humana, esconde-se um panorama sombrio: no rastro da represa, foram inundadas as antigas cidades de Casa Nova, Pilão Arcado, Remanso, Sento Sé e o antigo distrito de Sobradinho (antigamente distrito de Juazeiro/BA). Segundo as estatísticas, 12 mil famílias, ou cerca de 70 mil pessoas, foram realocadas em virtude do alagamento. Mas esses números, friamente dispostos, não dão a dimensão da dor das pessoas. Assistindo ao filme “Os Narradores de Javé”, podemos imaginar essa situação. Mesmo nos “rincões do fim do mundo”, estabelecemos relações afetivas com o espaço em que vivemos, dando significados simbólicos ao que é concreto. A cultura, a identidade e as sociabilidades das antigas cidades ocupam o terreno da memória dos que lá viveram (e que lá não puderam morrer). Memórias que podem se perder no tempo. Ironicamente, a falta de chuvas na região está reduzindo o nível da água represada no lago, fazendo com que as ruínas das cidades alagadas reapareçam. O passado emerge desmentindo a História ARTIFICIAL.
terça-feira, outubro 25, 2011
segunda-feira, outubro 24, 2011
Não dá pra resistir a...
Cappuccino com pão de queijo;
Milkshake de ovomaltine com calda de morango;
Água com gás (além de gelo e limão);
Cerveja com Carnaval de Olinda;
Sinuca com boteco;
Beijo na boca com whisky;
Perfume com suor;
Sexo com música de Janis Joplin;
Pé descalço com areia de praia;
Pink Floyd com pôr-de-sol na estrada;
Quando amanhecer

Música pra Bambam, que me faz sentir a (des)medida do que é importante:
"Quando amanhecer será
Para iluminar você
Vai anoitecer o dia
Se não vier
Mas se for presente
Tudo iluminará
Meu humor, meu coração
Como deve ser se
Ser como Deus quer for
Milagre, resignação
Roupa colorida
Alegrias às vistas,
Indecência, indiscrição
Seu cheiro me achando
Minh’alma perdida
Direi que é céu no chão
Quando anoitecer será
Para lhe fazer dormir
Estrelas que nem brilhantes
Para lhe vestir
Vai saber que Deus fez
As damas da noite
Preparando o seu buquê
Como vai dizer não
Se tudo o que eu vejo
Está aqui pra lhe servir
A mais bela roupa
Roupa de ir à festa
Coloquei pra lhe esperar
Disco na vitrola
Uma vela acesa
E a lua mais cheia
Quando o sol nascer será
Para desenhar você
Ou será você que virá
Pro sol nascer."







